A direção do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) assinou, na tarde dessa quarta-feira (5/7), na sede da entidade, a renovação dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) com as concessionárias dos aeroportos de Guarulhos (Guarulhos), Galeão (Rio de Janeiro), Brasília, São Gonçalo do Amarante (Natal), Confins (BH) e Viracopos (Campinas).

Alguns dos ACTs foram enviados à sede do Sina já assinados pelas empresas, outros foram assinados na própria reunião, pelos representantes das concessionárias (caso do Galeão, Cumbica e Viracopos).

A assinatura dos acordos se deu após a aprovação das últimas propostas apresentadas pelas concessionárias ao Sina, nas assembleias de trabalhadores. Essas propostas são um resultado das negociações que começaram em maio. As propostas finais foram aprovadas nas assembleias extraordinárias da data-base, realizadas nos dias 22 e 23 de junho e 3 de julho, pelos trabalhadores aeroportuários, em suas localidades.

O ACT firmado com as concessionárias dos aeroportos de Guarulhos, Galeão, Brasília, São Gonçalo (Natal) e Confins garante aos aeroportuários aumento de 4% sobre salários e pisos (com valor fixo de R$ 275,36 para quem recebe acima de R$ 6.884,00 na GRU). Para os benefícios (VA, VR, VT, auxílio creche, auxílio funeral e auxílio para material escolar), o reajuste será de 4,08% (sendo o teto dos salários, para computo dos benefícios, aumentado em 4% nessa proposta).

Em Viracopos, os aeroportuários chegaram a entrar em greve para lutar por uma equidade nas negociações com a concessionária em relação aos demais aeroportos concedidos, e conseguiram aumentar em quase um ponto percentual a proposta final da empresa. Com isso, irão receber 3,11% de reajuste salarial retroativo a 1º de maio e um novo reajuste de 0,89% aplicado em 1º de outubro, fechando assim um aumento de 4% sobre os salários, equivalente à inflação do período. Para quem recebe acima de R$ 5.000, o aumento será no valor fixo de R$ 200. Para os vales alimentação e refeição, o índice de reajuste será de 2% a partir de 1º de maio e de mais 0,89% em 1º de outubro. Também conseguiram garantir o pagamento no 1º dia útil, e o adicional noturno em 35%, revertendo a intenção da concessionária de reduzir direitos ou congelar benefícios.