Após dar início a uma greve no Aeroporto de Viracopos (em Campinas-SP), às 7h da manhã dessa segunda-feira (3/7), os aeroportuários reuniram-se em assembleia e decidiram aceitar, por maioria, uma nova contraproposta apresentada pela concessionária, encerrando logo após a assembleia, por volta das 11h, o movimento paredista.

Os trabalhadores aceitaram a proposta apresentada ao diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) em Viracopos, Alberto Carvalho, considerando os avanços na nova oferta suficientes para fechar um acordo e mais alinhado ao negociado com as demais concessionárias.

A Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) ampliou em quase um ponto percentual a oferta de reajuste salarial à categoria. Pela proposta aprovada, os trabalhadores irão receber 3,11% de reajuste salarial, valendo a partir de 1º de maio (ou seja, retroativo à data-base) e um novo reajuste de 0,89% aplicado em 1º de outubro, fechando assim um aumento de 4% sobre os salários, equivalente à inflação do período. Para quem recebe acima de R$ 5.000, o aumento será no valor fixo de R$ 200.

Para os vales alimentação e refeição, o índice de reajuste será de 2% a partir de 1º de maio e de mais 0,89% em 1º de outubro. A empresa também aceitou manter o pagamento no 1º dia útil, assim como o adicional noturno em 35%, o que significa que os trabalhadores conseguiram reverter a intenção da ABV de reduzir direitos anteriormente garantidos, ou congelar benefícios.

Com a decisão da assembleia, o Sina foi autorizado pela categoria a firmar com a empresa a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A entidade destaca que a mobilização dos aeroportuários de Viracopos foi essencial para melhorar a proposta da empresa e garantir a reposição da inflação a todos os trabalhadores do Aeroporto.

(Imagens: Folha Opinião)