O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) preparou em vídeo uma homenagem às mulheres, pelo 8 de março, perguntando às aeroportuárias se há diferença de gênero nas relações de trabalho nos aeroportos. Confira o depoimento das companheiras:

  • Lilian Fritsch – Controladora de voo em Maringá (PR)
  • Leda Ranocchia – TECA Viracopos (SP)
  • Priscila Ladario – TECA Guarulhos (SP)
  • Aeroportuárias de Vitória da Conquista (BA)
  • Sandra Prado – TECA Viracopos (SP)
  • Sandra Hygino – Viracopos (SP)
  • Rufina Prates – Treinamentos Guarulhos (SP)
  • Viviane – Meteorologista do Aeroporto de Maringá (PR)
  • Talista Celestrino – Segurança Viracopos (SP)

Muitas pessoas pensam que hoje o movimento feminista estaria superado diante do aumento do número de mulheres no mercado de trabalho e nas universidades, do direito ao divórcio, ao voto, à igualdade na Constituição Federal. Mas a violência contra a mulher, tanto física quanto psicológica, a desigualdade nos salários praticados, a exploração da imagem da mulher como objeto de consumo e a manutenção de uma visão machista na sociedade, que estabelece papéis diferenciados entre os gêneros são questões que ainda precisam ser superadas.

No setor aeroportuário, onde muitas das mulheres ingressaram através do concurso público, a discriminação de gênero existe de forma mais sutil, e os depoimentos das trabalhadoras retratam isso. Mas ela fica mais visível quando percebemos que no alto escalão das empresas administradoras dos aeroportos a mulher continua sendo minoria.

Assim, as mulheres ainda têm muito que lutar para que a igualdade seja uma realidade de fato, por um mundo onde homens e mulheres se vejam realmente como pessoas iguais e respeitem suas diferenças com solidariedade e justiça.